Odeio porcos. Não os palmeirenses, esses eu até suporto. Não são hexacampeões, nem ligo. Odeio os porcos tipo "Babe - o porquinho atrapalhado". Eles tem gripe. Eles fazem aquele barulhinho simpático e nojento, são rosinhas, com focinhos engraçados, mas no fundo eles são do mal. Eles tem gripe mutante.
Tá, na verdade eu sei que eles não tem culpa, o vírus que é mutante, se misturou com frangos blá blá blá. Mas o fato é que eu não aguento mais o termo "suíno" no jornal. Bem agora, que eu tenho viagem marcada para Argentina. Como uma pobre estudante me programei desde março, comprei casacos em liquidações, fiz um roteiro. Enfim, criei uma expectativa 3x maior meu tamanho e de repente 8 zilhões de casos de gripe na Argentina. Que se dane. Ao conversar sobre possível adiamento com o meu namorado ele falou que vai pra Buenos Aires pra fugir da gripe, afinal 2 escolas do lado da casa dele foram fechadas. Achei um bom motivo. Iremos.
Dia 9 embarco, me desejem boa sorte, prometo evitar lugares fechados.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Blog do meu grupo da Cásper sobre Comunicação Interna:
www.comunicacaointernarp.blogspot.com
Mesmo pra quem não é da área de comunicação, tem umas histórias legais e até dá pra aprender alguma coisa, rs.
www.comunicacaointernarp.blogspot.com
Mesmo pra quem não é da área de comunicação, tem umas histórias legais e até dá pra aprender alguma coisa, rs.
Li o texto da Lya Luft na última Veja e não pude deixar de vim postar um trechinho que eu copiei. Esse assunto me remete à Susan Boyle, que virou sensação por seu talento incomparável, mas aparência fora dos padrões da televisão. Como diria Rita Lee, "não sou atriz/modelo/dançarina, meu buraco é mais cima". Será?
Vale a reflexão:
"(...) A nova onda é a gente se torturar, por falta ou excesso. A bunda pequena, o nariz grande, a barriga balofa, os peitos caídos, os bíceps insuficientes (o ralo QI não preocupa tanto). Aí nos matamos de fome (...) não para ser saudáveis, mas para estar em forma, enquanto a alma passa uma fome danada e o tempo passa, a vida encolhe, nós nos desperdiçamos perseguindo modelos impossíveis e burros."
Vale a reflexão:
"(...) A nova onda é a gente se torturar, por falta ou excesso. A bunda pequena, o nariz grande, a barriga balofa, os peitos caídos, os bíceps insuficientes (o ralo QI não preocupa tanto). Aí nos matamos de fome (...) não para ser saudáveis, mas para estar em forma, enquanto a alma passa uma fome danada e o tempo passa, a vida encolhe, nós nos desperdiçamos perseguindo modelos impossíveis e burros."
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Ih, será que meus dias de blog chegaram ao fim?
www.twitter.com/luizayang
A solução pra quem sofre de preguiça: 140 caracteres
quinta-feira, 26 de março de 2009
Fatos corriqueiros
Isso de estar sem tempo para escrever aqui é pura besteira. Tenho todo o tempo do mundo, me ocupo apenas por três horas diárias quando vou pra faculdade, e, honestamente ela não me exige ainda muito mais que isso. Vez ou outra faço um trabalho, vou ao médico, ao banco, mas a verdade é que tenho tempo sobrando. Acho que o que me falta é discplina de colocar qualquer ideia (sem acento) no papel. Confesso que ando muito preocupada com coisas corriqueiras que acredito não resultar em um bom texto. Não ando muito criativa ou perceptiva. Isso de virar adulto e ter obrigações não nos deixa muito espaço para pensamentos soltos.
Desde que eu voltei para a Faculdade, tenho a sensação de ter colecionado alguns fracassos. Fiz cursinho para tentar outra coisa, não passei e cá estou. Tudo bem, faz parte. Agora essa incessante busca (por enquanto sem resultado) por estágio, que mais parece vale-tudo. Muita gente atrás de trabalho, o mercado meio esquisito, deve ser por causa da crise penso eu, ou não, quem sabe. É entrevista pra lá, pra cá, sorrindo o tempo inteiro, listando suas qualidades, respondendo ao famoso "como você se vê em 5 anos?". Não sei nem como eu vou pagar minha conta milionária de telefone que vence amanhã, imagina saber o que eu vou fazer em 5 anos. (O que me ocorreu apenas foi que em 5 anos eu vou ter mais 60 contas de celular pra pagar). Enfim, vamos lá atravessar a cidade para conseguir a tão sonhada vaga de emprego, de bom humor, sem problemas. Eu sofro de gastrite, a pior parte para mim é esperar o telefonema do RH para comunicar se eu passei ou não para a próxima fase. É, existem fases. E eu ano passado com medo da Fuvest. Duas fases eu encaro numa boa agora. O díficil mesmo é se mostrar são, eloquente (sem trema), com boa redação, fluente em inglês, disposto a ganhar pouco e aprender. Ufa!
Aí me dou conta que acabou a palhaçada. Em menos de 2 anos se eu não estiver trabalhando, não serei mais estudante, serei desempregada. Estarei formada e farei parte das estatísticas. "50% dos alunos com diploma do curso superior não tem trabalho". Ai Senhor, me ajuda.
Trabalhar para ter dinheiro, pagar as contas, comprar coisas. Viver para os fins de semana, planejar, guardar dinheiro, se der, viajar nas férias. Casar, ter filhos, gastar mais dinheiro com eles e assim sucessivamente. Estou sendo pessimista, seu sei, terão conquistas e felicidades nesse meio tempo. É só estranho notar que passa tão depressa, o tempo, a infância, o descompromisso. Gosto do lado bom também, da maior maturidade para se envolver com as pessoas e resolver problemas. No fim acho que é assim mesmo, o acúmulo de expêriencias e como elas são encaradas é que vão fazer a diferença... Nessa eterna espera por alguma coisa. Mas já disse querido John Lennon "Life is what happens while you are busy making other plans (a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos)". Sábio John!
Desde que eu voltei para a Faculdade, tenho a sensação de ter colecionado alguns fracassos. Fiz cursinho para tentar outra coisa, não passei e cá estou. Tudo bem, faz parte. Agora essa incessante busca (por enquanto sem resultado) por estágio, que mais parece vale-tudo. Muita gente atrás de trabalho, o mercado meio esquisito, deve ser por causa da crise penso eu, ou não, quem sabe. É entrevista pra lá, pra cá, sorrindo o tempo inteiro, listando suas qualidades, respondendo ao famoso "como você se vê em 5 anos?". Não sei nem como eu vou pagar minha conta milionária de telefone que vence amanhã, imagina saber o que eu vou fazer em 5 anos. (O que me ocorreu apenas foi que em 5 anos eu vou ter mais 60 contas de celular pra pagar). Enfim, vamos lá atravessar a cidade para conseguir a tão sonhada vaga de emprego, de bom humor, sem problemas. Eu sofro de gastrite, a pior parte para mim é esperar o telefonema do RH para comunicar se eu passei ou não para a próxima fase. É, existem fases. E eu ano passado com medo da Fuvest. Duas fases eu encaro numa boa agora. O díficil mesmo é se mostrar são, eloquente (sem trema), com boa redação, fluente em inglês, disposto a ganhar pouco e aprender. Ufa!
Aí me dou conta que acabou a palhaçada. Em menos de 2 anos se eu não estiver trabalhando, não serei mais estudante, serei desempregada. Estarei formada e farei parte das estatísticas. "50% dos alunos com diploma do curso superior não tem trabalho". Ai Senhor, me ajuda.
Trabalhar para ter dinheiro, pagar as contas, comprar coisas. Viver para os fins de semana, planejar, guardar dinheiro, se der, viajar nas férias. Casar, ter filhos, gastar mais dinheiro com eles e assim sucessivamente. Estou sendo pessimista, seu sei, terão conquistas e felicidades nesse meio tempo. É só estranho notar que passa tão depressa, o tempo, a infância, o descompromisso. Gosto do lado bom também, da maior maturidade para se envolver com as pessoas e resolver problemas. No fim acho que é assim mesmo, o acúmulo de expêriencias e como elas são encaradas é que vão fazer a diferença... Nessa eterna espera por alguma coisa. Mas já disse querido John Lennon "Life is what happens while you are busy making other plans (a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos)". Sábio John!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Percebendo...
Quando eu digo que eu gosto de andar de ônibus as pessoas ficam chocadas. mas eu gosto mesmo. Sem hipocrisia, gosto fora do horário de pico, no sentido oposto ao fluxo gigante de pessoas que não usam desodorante. Gosto quando não tem trânsito nem hora pra chegar.
Mas, a verdade é que eu acho uma coisa meio assim terapêutica. Não sei, tenho mania de observar as pessoas, imaginar a vida delas, onde elas trabalham, de onde elas vêem. Crio todo um universo pro casal de senhores sentados no banco do lado. Imagino que eles voltaram de uma consulta médica de rotina e que passarão no supermercado antes de chegar em casa. Pinto na minha imaginação a vida que tiveram juntos, nos filhos que criaram, os sonhos realizados. Será que foram felizes?
Aí chega a moça de calças justas e top colado e engata um papo qualquer com o cobrador. Joga os cabelos, ajeita as sacolas entre as pernas, ri vez ou outra. É a amante, definitivamente. Ele, sem graça com as investidas explícitas dela, cochicha algo no seu ouvido: "Aqui não..." já penso eu. E assim me perco na vida dos outros, no cansaço e sorriso alheio.
Veja bem, não é que eu me prenda ao estereótipo das pessoas, pelo contrário, penso como existe muito mais por trás do semblante de cada um. Como cada um carrega sua história, como muitas delas cruzam a mesma catraca sem se saber.
Prestamos pouca atenção no próximo, na cidade que passa na janela, a qual estamos demasiadamente acostumados, a mesma de todo dia. Gosto de perceber a beleza não óbvia das coisas, a fotografia bonita de um fim de tarde, as luzes da avenida paulista. Tento fazer disso um exercício diário, mas confesso que costuma me dar uma certa nostalgia. Sinto saudade do que eu ainda não vi. Do mundo aí fora. Quero ver tudo, quero ver mais e quero ver inteiro...
Mas, a verdade é que eu acho uma coisa meio assim terapêutica. Não sei, tenho mania de observar as pessoas, imaginar a vida delas, onde elas trabalham, de onde elas vêem. Crio todo um universo pro casal de senhores sentados no banco do lado. Imagino que eles voltaram de uma consulta médica de rotina e que passarão no supermercado antes de chegar em casa. Pinto na minha imaginação a vida que tiveram juntos, nos filhos que criaram, os sonhos realizados. Será que foram felizes?
Aí chega a moça de calças justas e top colado e engata um papo qualquer com o cobrador. Joga os cabelos, ajeita as sacolas entre as pernas, ri vez ou outra. É a amante, definitivamente. Ele, sem graça com as investidas explícitas dela, cochicha algo no seu ouvido: "Aqui não..." já penso eu. E assim me perco na vida dos outros, no cansaço e sorriso alheio.
Veja bem, não é que eu me prenda ao estereótipo das pessoas, pelo contrário, penso como existe muito mais por trás do semblante de cada um. Como cada um carrega sua história, como muitas delas cruzam a mesma catraca sem se saber.
Prestamos pouca atenção no próximo, na cidade que passa na janela, a qual estamos demasiadamente acostumados, a mesma de todo dia. Gosto de perceber a beleza não óbvia das coisas, a fotografia bonita de um fim de tarde, as luzes da avenida paulista. Tento fazer disso um exercício diário, mas confesso que costuma me dar uma certa nostalgia. Sinto saudade do que eu ainda não vi. Do mundo aí fora. Quero ver tudo, quero ver mais e quero ver inteiro...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
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