quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Deixa eu gostar de você

Acho complicado encerrar etapas. Minha mãe diz que é por eu ser taurina. Isso que dá ter mãe astróloga. Mas, na verdade, eu sou assim mesmo, independente dos astros, acho difícil dar os primeiros passos rumo à algo novo, principalmente no amor.

Ontem, cheguei de um evento de trabalho tarde da noite, cansada, mas feliz por ter ocupado meu dia, ter produzido algo e sido útil.
Liguei a TV sem a menor pretensão de assistir algo bom, apenas pelo hábito e cia. Fiquei feliz por estar começando "profissão repórter", na minha humilde opinião um dos melhores programas da televisão aberta, mas só porque tem muita porcaria rolando mesmo. Um dos temas de ontem foi um casamento comunitário no Pará, que reúne a cada 3 meses centenas de casais de baixa renda em um grande casório em uma espécie de arena da cidade, com direito a valsa coletiva, juiz e fogos de artifício (adoro fogos de artifício!). A repórter entrevistou alguns casais, com histórias totalmente distintas, mas que estavam lá por um objetivo comum: casar-se com quem amam. Pessoas humildes, de vidas simples, mas apenas apaixonadas, com um sonho. Fiquei pensando que realmente amar alguém não exige nada, não exige dinheiro ou educação. Amor assim genuíno, é de graça, não se escolhe. O que todas aquelas pessoas tinham em comum era a vontade de estar junto, de lutar por um sonho na esperança de realizá-lo.

Sempre conheci o amor com poréns, acho que essa ideia simples de amor perdeu-se em algum lugar para mim. Não podemos apenas e simplesmente estar com alguém amamos, existem muitas variáveis. Será que é isso que eu quero para o futuro? Será que não estou perdendo minha vida estando nesse relacionamento? Será que é a pessoa ideal para mim?
Ou formas tortas de demonstrar amor; querer possui o outro, ter ciúmes demais, controlar e vigiar. Um amor doente que faz mal.
Não sei. Não sou uma pessoa simples, mas acredito no agora. Também questiono escolhas e decisões, não sou ingênua de achar que a vida é um conto de fadas. Mas acreditava que o amor bastava, até o momento que fizesse mais mal do que bem. Para contornar problemas, questionamentos, pelo simples fato de você querer estar perto daquela pessoa, dividir histórias, contruir uma comum. Me parece bom, justo e feliz.

À medida que o tempo passa a vida me ensina a deixar livre as coisas que amo. Um dia elas voltarão se forem minhas, me dizem. Mas, e se eu não estiver mais aqui? Por que tenho que deixar livre se as quero aqui, junto de mim?

Como eu disse no começo desse texto confuso, como a minha cabeça no momento, acho difícil recomeçar depois de um (in)evitável fim. Porém, sei que sempre aposto tudo quando me apaixono. Para mim, isso sim é inevitável.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Merda de porcos

Odeio porcos. Não os palmeirenses, esses eu até suporto. Não são hexacampeões, nem ligo. Odeio os porcos tipo "Babe - o porquinho atrapalhado". Eles tem gripe. Eles fazem aquele barulhinho simpático e nojento, são rosinhas, com focinhos engraçados, mas no fundo eles são do mal. Eles tem gripe mutante.
Tá, na verdade eu sei que eles não tem culpa, o vírus que é mutante, se misturou com frangos blá blá blá. Mas o fato é que eu não aguento mais o termo "suíno" no jornal. Bem agora, que eu tenho viagem marcada para Argentina. Como uma pobre estudante me programei desde março, comprei casacos em liquidações, fiz um roteiro. Enfim, criei uma expectativa 3x maior meu tamanho e de repente 8 zilhões de casos de gripe na Argentina. Que se dane. Ao conversar sobre possível adiamento com o meu namorado ele falou que vai pra Buenos Aires pra fugir da gripe, afinal 2 escolas do lado da casa dele foram fechadas. Achei um bom motivo. Iremos.
Dia 9 embarco, me desejem boa sorte, prometo evitar lugares fechados.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Blog do meu grupo da Cásper sobre Comunicação Interna:


www.comunicacaointernarp.blogspot.com


Mesmo pra quem não é da área de comunicação, tem umas histórias legais e até dá pra aprender alguma coisa, rs.
Li o texto da Lya Luft na última Veja e não pude deixar de vim postar um trechinho que eu copiei. Esse assunto me remete à Susan Boyle, que virou sensação por seu talento incomparável, mas aparência fora dos padrões da televisão. Como diria Rita Lee, "não sou atriz/modelo/dançarina, meu buraco é mais cima". Será?

Vale a reflexão:

"(...) A nova onda é a gente se torturar, por falta ou excesso. A bunda pequena, o nariz grande, a barriga balofa, os peitos caídos, os bíceps insuficientes (o ralo QI não preocupa tanto). Aí nos matamos de fome (...) não para ser saudáveis, mas para estar em forma, enquanto a alma passa uma fome danada e o tempo passa, a vida encolhe, nós nos desperdiçamos perseguindo modelos impossíveis e burros."


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ih, será que meus dias de blog chegaram ao fim?

www.twitter.com/luizayang

A solução pra quem sofre de preguiça: 140 caracteres

quinta-feira, 26 de março de 2009

Fatos corriqueiros

Isso de estar sem tempo para escrever aqui é pura besteira. Tenho todo o tempo do mundo, me ocupo apenas por três horas diárias quando vou pra faculdade, e, honestamente ela não me exige ainda muito mais que isso. Vez ou outra faço um trabalho, vou ao médico, ao banco, mas a verdade é que tenho tempo sobrando. Acho que o que me falta é discplina de colocar qualquer ideia (sem acento) no papel. Confesso que ando muito preocupada com coisas corriqueiras que acredito não resultar em um bom texto. Não ando muito criativa ou perceptiva. Isso de virar adulto e ter obrigações não nos deixa muito espaço para pensamentos soltos.
Desde que eu voltei para a Faculdade, tenho a sensação de ter colecionado alguns fracassos. Fiz cursinho para tentar outra coisa, não passei e cá estou. Tudo bem, faz parte. Agora essa incessante busca (por enquanto sem resultado) por estágio, que mais parece vale-tudo. Muita gente atrás de trabalho, o mercado meio esquisito, deve ser por causa da crise penso eu, ou não, quem sabe. É entrevista pra lá, pra cá, sorrindo o tempo inteiro, listando suas qualidades, respondendo ao famoso "como você se vê em 5 anos?". Não sei nem como eu vou pagar minha conta milionária de telefone que vence amanhã, imagina saber o que eu vou fazer em 5 anos. (O que me ocorreu apenas foi que em 5 anos eu vou ter mais 60 contas de celular pra pagar). Enfim, vamos lá atravessar a cidade para conseguir a tão sonhada vaga de emprego, de bom humor, sem problemas. Eu sofro de gastrite, a pior parte para mim é esperar o telefonema do RH para comunicar se eu passei ou não para a próxima fase. É, existem fases. E eu ano passado com medo da Fuvest. Duas fases eu encaro numa boa agora. O díficil mesmo é se mostrar são, eloquente (sem trema), com boa redação, fluente em inglês, disposto a ganhar pouco e aprender. Ufa!
Aí me dou conta que acabou a palhaçada. Em menos de 2 anos se eu não estiver trabalhando, não serei mais estudante, serei desempregada. Estarei formada e farei parte das estatísticas. "50% dos alunos com diploma do curso superior não tem trabalho". Ai Senhor, me ajuda.
Trabalhar para ter dinheiro, pagar as contas, comprar coisas. Viver para os fins de semana, planejar, guardar dinheiro, se der, viajar nas férias. Casar, ter filhos, gastar mais dinheiro com eles e assim sucessivamente. Estou sendo pessimista, seu sei, terão conquistas e felicidades nesse meio tempo. É só estranho notar que passa tão depressa, o tempo, a infância, o descompromisso. Gosto do lado bom também, da maior maturidade para se envolver com as pessoas e resolver problemas. No fim acho que é assim mesmo, o acúmulo de expêriencias e como elas são encaradas é que vão fazer a diferença... Nessa eterna espera por alguma coisa. Mas já disse querido John Lennon "Life is what happens while you are busy making other plans (a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos)". Sábio John!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Percebendo...

Quando eu digo que eu gosto de andar de ônibus as pessoas ficam chocadas. mas eu gosto mesmo. Sem hipocrisia, gosto fora do horário de pico, no sentido oposto ao fluxo gigante de pessoas que não usam desodorante. Gosto quando não tem trânsito nem hora pra chegar.
Mas, a verdade é que eu acho uma coisa meio assim terapêutica. Não sei, tenho mania de observar as pessoas, imaginar a vida delas, onde elas trabalham, de onde elas vêem. Crio todo um universo pro casal de senhores sentados no banco do lado. Imagino que eles voltaram de uma consulta médica de rotina e que passarão no supermercado antes de chegar em casa. Pinto na minha imaginação a vida que tiveram juntos, nos filhos que criaram, os sonhos realizados. Será que foram felizes?

Aí chega a moça de calças justas e top colado e engata um papo qualquer com o cobrador. Joga os cabelos, ajeita as sacolas entre as pernas, ri vez ou outra. É a amante, definitivamente. Ele, sem graça com as investidas explícitas dela, cochicha algo no seu ouvido: "Aqui não..." já penso eu. E assim me perco na vida dos outros, no cansaço e sorriso alheio.
Veja bem, não é que eu me prenda ao estereótipo das pessoas, pelo contrário, penso como existe muito mais por trás do semblante de cada um. Como cada um carrega sua história, como muitas delas cruzam a mesma catraca sem se saber.
Prestamos pouca atenção no próximo, na cidade que passa na janela, a qual estamos demasiadamente acostumados, a mesma de todo dia. Gosto de perceber a beleza não óbvia das coisas, a fotografia bonita de um fim de tarde, as luzes da avenida paulista. Tento fazer disso um exercício diário, mas confesso que costuma me dar uma certa nostalgia. Sinto saudade do que eu ainda não vi. Do mundo aí fora. Quero ver tudo, quero ver mais e quero ver inteiro...